Dentro de um supermercado as embalagens disputam pela sua atenção. Cada uma grita, entre cores fortes e fontes atrativas, uma mensagem diferente. Nem sempre, porém, essa propaganda corresponde à realidade. Por isso, é importante conhecer alguns conceitos básicos de nutrição, como por exemplo, a diferença entre light e diet.

É muito comum ouvir de um amigo, parente ou vizinho que tal alimento diet vai te ajudar a emagrecer ou, então, que os produtos lights são bem mais saudáveis que os normais. Mas será que tudo isso é verdade? Vamos desvendar juntos neste post!

O que é um produto light?

Você acha que os produtos light têm menos gordura ou açúcar? Pois não é exatamente assim que funciona. O termo light refere-se aos alimentos que possuem uma diminuição de 25% de algum componente em relação ao original. Confuso? Então, veja um exemplo:

Uma pipoca natural com sal tem 4,4g de gorduras totais, enquanto a versão light tem 2,9g. Uma redução de cerca de 37%. Isso a torna uma pipoca light, mas não necessariamente menos calórica. Quer ver só? A natural tem 98 calorias e a light 96, praticamente a mesma coisa.

A diminuição de um componente é, normalmente, compensada em outro. Então, se a empresa reduz em 25% as gorduras, para melhorar o sabor ela aumenta o sódio, as proteínas ou o carboidrato.

O que é um produto diet?

Diferente do light, os alimentos diets apresentam uma ausência total de determinado nutriente ou, então, a sua redução a quantidades bem reduzidas. A ideia desse produto é atender o público que segue dietas especiais ou está com alguma alteração no exame de sangue.

Apesar de associarmos automaticamente os produtos diets aos diabéticos, eles também atendem hipertensos e pessoas cardíacas com, respectivamente, as versões zero sódio e zero gorduras.

Ser diet também não significa consumir menos calorias. O bacana é aprender a interpretar os rótulos e ler a lista de ingredientes para não trocar seis por meia dúzia.

Comprar o light ou o diet?

Será que vale a pena comprar um produto light que substituiu o açúcar por adoçante? Ou, então, uma batata frita light com menos gordura e o triplo de sódio? E o chocolate diet que para compensar a retirada do açúcar, acrescentou gordura? É importante avaliar, antes de mais nada, qual é o seu objetivo.

Nos casos em que os produtos diet atendem a dietas específicas, não há como fugir. Mas quando a intenção é apenas perder peso ou mudar hábitos alimentares, a análise deve ser mais cuidadosa, pois nem sempre os produtos diet e light significam vantagem.

Converse com uma nutricionista para saber quais produtos valem a pena e que nutriente é interessante de ser reduzido na sua dieta. O ideal, no fim das contas, é optar pelos alimentos in natura e estudar sobre os rótulos e os nutrientes para não ser enganada pelas propagandas enganosas nas embalagens.

O valor calórico tem sim o seu peso, mas é preciso levar em consideração outros fatores que também afetam a sua saúde e qualidade de vida. Alimentação é algo complexo, que não deveria ser reduzido ao número de calorias em um produto.

Para te ajudar a decorar a diferença, lembre-se: todo produto diet é light, mas nem todo produto light é diet. Isso porque para ser diet é preciso ter bem menos que 25% ou nenhuma quantidade de determinado nutriente, enquanto os lights devem atender apenas aos 25%.

Ficou mais fácil de entender a diferença entre light e diet? Então, agora, para fazer compras ainda mais conscientes, confira nossas dicas de como economizar no supermercado!